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Simples Nacional, Lucro Presumido ou Real em 2026?

Simples Nacional, Lucro Presumido ou Real em 2026? Descubra qual regime tributário economiza mais para sua empresa em Florianópolis, São José, Palhoça, Biguaçu e Santo Amaro da Imperatriz — com dados reais, tabelas e simulação gratuita.

Mauro - Parceria Assessoria ContábilContador CRC-SC
22 JAN 2026
12 min de leitura
Gráficos comparando Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real

Resposta Direta: Simples Nacional, Lucro Presumido ou Real em 2026?

Não existe regime "melhor" universal — a escolha depende do faturamento, margem de lucro real, tipo de atividade e impacto da Reforma Tributária (CBS/IBS). Para empresas com faturamento até R$ 4,8 milhões, o Simples Nacional é o ponto de partida, mas o Fator R (folha ≥ 28% da receita) e a margem real podem tornar o Lucro Presumido mais vantajoso. A Parceria Assessoria Contábil realiza simulações comparativas gratuitas para empresas de Florianópolis, São José, Palhoça, Biguaçu e Santo Amaro da Imperatriz antes da abertura.

Base Legal e Fontes

  • LC 123/2006 (Simples Nacional) — limite R$ 4,8 mi, Fator R, Anexos I-V
  • LC 214/2025 — Reforma Tributária CBS/IBS, transição 2026-2033
  • Lei 9.718/1998 — Lucro Presumido, limite R$ 78 mi
  • Resolução CGSN nº 140/2018 — cálculo do Fator R, apuração mensal via PGDAS-D
  • IN RFB nº 2.119/2023 — folha de pagamento para Fator R (eSocial)
  • RICMS/SC — ICMS 17% geral, reduções setoriais (TI, construção)

Em 2026, escolher o regime tributário correto na abertura da empresa pode representar uma diferença de R$ 50.000 a R$ 200.000 por ano em tributos — dependendo do faturamento e setor. A Reforma Tributária (EC 132/2023 e LC 214/2025) adiciona uma nova camada de complexidade: a partir de 2027, o PIS/Cofins será substituído pela CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), alterando o cálculo de créditos e a vantagem comparativa entre os regimes. Entender essa transição agora é decisivo para quem abre empresa em Santa Catarina.

1. Os Três Regimes Tributários: Conceitos e Limites em 2026

Simples Nacional

O Simples Nacional (LC 123/2006) é um regime unificado para micro e pequenas empresas, reunindo IRPJ, CSLL, PIS, Cofins, ICMS, ISS, CPP e IPI em uma única guia (DAS). O limite de faturamento anual em 2026 é de R$ 4,8 milhões. As alíquotas variam de 4% a 33% conforme o Anexo (I a V) e a receita bruta acumulada nos últimos 12 meses (RBT12). A grande vantagem é a simplicidade operacional; a desvantagem é a impossibilidade de aproveitar créditos de PIS/Cofins sobre insumos — o que pode elevar a carga efetiva em setores com altos custos tributados.

Lucro Presumido

No Lucro Presumido (Lei 9.718/1998), a Receita Federal presume uma margem de lucro sobre a receita bruta para calcular IRPJ (15% + 10% adicional) e CSLL (9%). PIS (0,65%) e Cofins (3%) são cumulativos, sem créditos. É opcional para empresas com faturamento até R$ 78 milhões. Ideal quando a margem real supera a presunção: para serviços, a presunção é de 32% — se sua margem real for 40%, você paga menos imposto do que no Lucro Real. Em 2026, a LC 224/2025 ajustou percentuais de presunção para serviços em ~10%, elevando a carga efetiva em 1-3 pontos percentuais.

Lucro Real

O Lucro Real tributa IRPJ e CSLL sobre o lucro contábil efetivo (receita menos despesas comprovadas). PIS (1,65%) e Cofins (7,6%) são não cumulativos, permitindo créditos sobre insumos — o que pode reduzir a carga efetiva para 2-5% em indústrias com altos custos. É obrigatório para empresas com faturamento acima de R$ 78 milhões, bancos e seguradoras. Indicado para empresas com prejuízos fiscais acumulados, margens baixas ou altos custos dedutíveis.

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2. Tabelas de Alíquotas Reais por Regime (2026)

Simples Nacional — Alíquotas por Anexo (2026)

Anexo Atividade Principal Alíquota Inicial Alíquota Máxima (R$ 4,8 mi)
IComércio (varejo, atacado)4,00%19,50%
IIIndústria e equiparados4,50%20,00%
IIIServiços (Fator R ≥ 28%: TI, contabilidade)6,00%33,00%
IVServiços (construção, vigilância)4,50%22,00%
VServiços (Fator R < 28%: consultoria, TI)15,50%30,50%

Fonte: LC 123/2006, Resolução CGSN nº 170/2023. Alíquotas nominais; efetiva = (RBT12 × alíquota − dedução) ÷ RBT12.

Lucro Presumido — Margens de Presunção por Setor (2026)

Setor Presunção IRPJ Presunção CSLL Carga Efetiva Aprox.
Comércio/Varejo8%12%~11-12%
Serviços (geral)32%32%~13-14%
TI/Consultoria (SC)32%32%~13-15%
Indústria8%12%~12-14%
Transporte de Cargas8%16%~11-13%

Fonte: Lei 9.718/1998, LC 224/2025. Carga efetiva inclui IRPJ + CSLL + PIS/Cofins cumulativos (3,65%) + ISS/ICMS médio SC.

3. O Fator R: A Chave para Economizar no Simples Nacional

O Fator R é a relação entre a folha de pagamento (FS12) e a receita bruta (RBT12) dos últimos 12 meses. Quando esse índice é ≥ 28%, empresas de serviços enquadradas no Anexo V migram para o Anexo III, com alíquota inicial de 6% em vez de 15,5% — uma economia expressiva.

Fórmula do Fator R (Res. CGSN nº 140/2018)

Fator R = (Folha de Pagamento 12 meses ÷ Receita Bruta 12 meses) × 100

≥ 28% → Anexo III (6% inicial) | < 28% → Anexo V (15,5% inicial)

O que entra no cálculo da folha (FS12)?

  • Salários e pró-labore de sócios e empregados (registrados no eSocial)
  • Encargos sociais: INSS patronal (20%), FGTS (8%), 13º salário, 1/3 de férias
  • Adicionais: noturno, insalubridade, periculosidade
  • Excluem-se: terceirizados sem vínculo, autônomos, retiradas de lucros, benefícios não obrigatórios

Exemplo Prático: Empresa de TI em Florianópolis

  • • RBT12: R$ 1.200.000 (faturamento médio R$ 100 mil/mês)
  • • FS12: R$ 686.400 (3 funcionários + 2 sócios com pró-labore + encargos)
  • Fator R = 686.400 ÷ 1.200.000 = 57,2% → Anexo III
  • • Economia: alíquota efetiva ~15,5% (Anexo III) vs. ~24% (Anexo V) → R$ 102.000/ano de diferença
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4. Tabela Comparativa: Os 3 Regimes em 2026

Critério Simples Nacional Lucro Presumido Lucro Real
Limite FaturamentoR$ 4,8 mi/anoR$ 78 mi/anoSem limite
Base de CálculoReceita bruta (DAS)% presumida da receitaLucro contábil real
PIS/CofinsEmbutido no DASCumulativo (3,65%)Não cumulativo (9,25% − créditos)
Créditos de InsumosNãoNãoSim (reduz carga 2-5%)
Obrigações AcessóriasSimples (PGDAS-D)Médias (ECD/EFD)Altas (balanços trimestrais)
Carga Efetiva Média6–20%11–16%5–15% (variável)
Ideal paraFaturamento baixo, clientes PFMargem > presunção, B2BPrejuízos, altos insumos

5. Reforma Tributária CBS/IBS: O Que Muda na Escolha do Regime em 2026

A Reforma Tributária (EC 132/2023, LC 214/2025) inicia sua transição em 1º de janeiro de 2026. Em 2026, as alíquotas-teste são CBS 0,9% + IBS 0,1% = 1,0% total — empresas que destacarem CBS/IBS nas notas fiscais estão dispensadas do pagamento. A partir de 2027, o PIS/Cofins será extinto e substituído pela CBS (~9,24%), alterando drasticamente a vantagem do Lucro Presumido.

  • Simples Nacional em 2026: Inalterado. A partir de 2027, CBS/IBS será cobrado fora do DAS, aumentando a carga em ~R$ 92.000/ano para quem fatura R$ 1 mi em serviços.
  • Lucro Presumido em 2026: Destaque CBS/IBS em NFs para dispensa de pagamento. Em 2027, CBS 9,24% substitui PIS/Cofins 3,65% — aumento de ~143% nesse tributo específico.
  • Lucro Real em 2026: Maior beneficiado: créditos plenos de CBS/IBS sobre insumos, energia, locação — reduz carga efetiva em setores com altos custos.
  • Recomendação para SC: Abrir em 2026 já com simulação de impacto 2027 é essencial. O contador deve calcular o cenário pós-extinção do PIS/Cofins para cada regime.

6. Casos Práticos por Setor em Santa Catarina

Caso 1: Clínica Médica (R$ 3 mi, Serviços B2B/Convênios)

  • Simples (Anexo V): Alíquota efetiva ~18% → R$ 540.000/ano. Sem créditos para convênios PJ.
  • Lucro Presumido (32% presunção): ~13,33% → R$ 400.000/ano. Permite créditos CBS/IBS a partir de 2027.
  • Melhor em 2026: Lucro Presumido — economia de R$ 140.000/ano + preparação para CBS/IBS.

Caso 2: Agência de Marketing (R$ 2 mi, Margem 40%, Folha Baixa)

  • Simples (Anexo V): Fator R < 28% (folha baixa) → alíquota efetiva ~16% → R$ 320.000/ano.
  • Lucro Presumido (32% presunção): ~13,33% → R$ 266.600/ano.
  • Melhor em 2026: Lucro Presumido — economia de R$ 53.400/ano. Margem real (40%) supera presunção (32%).

Caso 3: Distribuidora (R$ 10 mi, Insumos 60%)

  • Lucro Presumido: Créditos limitados; carga ~12%.
  • Lucro Real: Créditos CBS/IBS reduzem PIS/Cofins efetivo para 3-5%; carga total < 10%.
  • Melhor em 2026: Lucro Real — insumos altos justificam a complexidade contábil adicional.

7. Planejamento Tributário por Cidade: Grande Florianópolis

📍 Florianópolis

Hub de TI e turismo. Empresas de tecnologia com Fator R ≥ 28% economizam no Anexo III. ISS municipal: 2-5% (LC 7.017/2007). ICMS SC: 17% geral. Startups tech frequentemente migram para Presumido acima de R$ 1,5 mi de faturamento.

📍 São José

Polo de comércio e indústria leve. Varejo no Anexo I (4-19,5%); indústrias com insumos altos avaliam Lucro Real. ISS São José: 2-3%. Empresas de logística e distribuição se beneficiam de créditos IBS a partir de 2027.

📍 Palhoça

Crescimento em comércio e serviços. Zoneamento rigoroso exige CNAE correto na abertura. Empresas de construção (Anexo IV: 4,5-22%) e comércio (Anexo I) são predominantes. ISS Palhoça: 2-4%.

📍 Biguaçu

Indústria e agronegócio. Empresas rurais e industriais avaliam Lucro Real para créditos de insumos. Simples Nacional Anexo II (4,5-20%) para indústrias de pequeno porte. ISS Biguaçu: 2-3%.

📍 Santo Amaro da Imperatriz

Turismo e serviços de saúde/bem-estar. Empresas de turismo e hotelaria avaliam Presumido (presunção 8% para hospedagem). Serviços de saúde com convênios B2B migram para Presumido acima de R$ 1 mi. ISS Santo Amaro: 2-3%.

Aviso de Conformidade — Código de Ética CRC

As informações deste artigo têm caráter educativo e não substituem a consultoria contábil individualizada. A escolha do regime tributário depende de análise específica de cada empresa, conforme Resolução CFC nº 1.530/2018. Os valores e alíquotas apresentados são baseados na legislação vigente em 2026 e podem ser alterados por atos normativos posteriores. Consulte sempre um contador registrado no CRC-SC.

Abra sua empresa com o regime tributário ideal — Parceria Assessoria Contábil em Florianópolis

Mauro Roger Pinto

Contador Registrado • CRC-SC 020357/O-4

Parceria Assessoria Contábil • Florianópolis, SC • Mais de 30 anos de experiência

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Atendimento Presencial e Online

A Parceria Assessoria Contábil realiza simulações tributárias e abertura de empresas em Florianópolis, São José, Palhoça, Biguaçu, Santo Amaro da Imperatriz, Antônio Carlos e São Pedro de Alcântara. Agendamento pelo WhatsApp (48) 98409-4565.

Perguntas Frequentes

O Simples Nacional é sempre o melhor regime tributário para quem está abrindo empresa?

Não. Embora o Simples Nacional seja o ponto de partida para empresas com faturamento até R$ 4,8 milhões, o Lucro Presumido pode ser mais vantajoso quando a margem real supera a presunção (32% para serviços) ou quando os clientes são empresas (B2B) que precisam de notas com créditos tributários. O Fator R também pode mudar o enquadramento dentro do próprio Simples, do Anexo V (15,5%) para o Anexo III (6%).

A Reforma Tributária muda o regime tributário da minha empresa em 2026?

Em 2026, o impacto é mínimo: as alíquotas-teste de CBS/IBS são de apenas 1% total, e empresas que destacarem os tributos nas notas fiscais estão dispensadas do pagamento. O impacto real começa em 2027, com a extinção do PIS/Cofins e a entrada plena da CBS (~9,24%). Por isso, é essencial fazer a simulação do regime já considerando o cenário pós-2027 — o que a Parceria Assessoria Contábil faz gratuitamente na consulta de abertura.

Quanto custa a simulação tributária com contador em Florianópolis, São José e Palhoça?

A Parceria Assessoria Contábil oferece simulação tributária gratuita para empresas que estão abrindo CNPJ em Florianópolis, São José, Palhoça, Biguaçu e Santo Amaro da Imperatriz. O honorário do contador para abertura de empresa na Grande Florianópolis varia de R$ 500 a R$ 1.500, incluindo registro na JUCESC, inscrição estadual e municipal. Entre em contato pelo WhatsApp (48) 98409-4565 para agendar.

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